Igreja de Nossa Senhora da Candelária: fé, poder e memória no coração do Rio
Templo histórico do Centro do Rio atravessa séculos como palco de devoção, grandes mobilizações populares e episódios marcantes da história brasileira.
Igreja de Nossa Senhora da Candelária é um dos mais imponentes templos religiosos da cidade do Rio de Janeiro. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS Da capela colonial ao símbolo urbano revalorizado após a derrubada da Perimetral, a Candelária reúne arquitetura monumental, fé e memória social.
Rio de Janeiro (RJ) — Localizada no Centro do Rio de Janeiro, a Igreja de Nossa Senhora da Candelária é um dos mais imponentes templos religiosos da cidade e um dos espaços públicos mais simbólicos da história política e social brasileira, reunindo fé, arte, manifestações populares e memória urbana.
Conhecida por sediar casamentos da alta sociedade carioca, a Candelária também consolidou seu papel como ponto de encontro de grandes atos cívicos.
A origem do conjunto remonta ao período colonial. A primeira capela foi inaugurada em 18 de agosto de 1634, na então área portuária da cidade. Com o passar dos séculos e a deterioração da construção original, decidiu-se, em 1775, ainda no Brasil Colônia, pela edificação de um novo templo. A obra atravessou diferentes períodos históricos e só foi concluída em 10 de julho de 1898, já sob a República, depois de dois imperadores.
Do ponto de vista arquitetônico, a Candelária apresenta uma combinação singular de estilos. A verticalidade da fachada remete à tradição gótica, enquanto os elementos decorativos e o frontão triangular revelam influências neoclássicas. As duas torres abrigam relógios que vão além da marcação das horas: um deles indica também os dias da semana, do mês e as fases da lua, detalhe que se tornou uma das curiosidades mais admiradas do edifício.
Com vista para a Baía de Guanabara e posicionada no fim da Avenida Presidente Vargas, a Igreja da Candelária recuperou seu protagonismo urbano após a demolição do Viaduto da Perimetral, que por décadas ocultou sua fachada. Hoje, integrada à Orla Conde e vizinha de importantes centros culturais como o Centro Cultural Banco do Brasil, o Centro Cultural Correios, a Casa França-Brasil e o Espaço Cultural da Marinha, a Candelária reafirma seu lugar como um dos cartões-postais mais emblemáticos do Rio Histórico, unindo passado, presente e identidade urbana.





