Médicos e enfermeiros mantêm greve após negociação sem acordo com a Prefeitura do Rio
Ato reuniu cerca de 150 profissionais na terça-feira (10); assembleia dos médicos que acontece hoje, quarta-feira (11), vai definir continuidade da paralisação
Ato reuniu na terça (10) cerca de 150 profissionais em frente à sede administrativa da Prefeitura. Foto: Reprodução | Instagram SinmedRJ Categorias reivindicam reajuste salarial, pagamento de metas e melhorias nas condições de trabalho; reunião com a Secretaria Municipal de Saúde terminou sem avanço nas tratativas.
Rio de Janeiro (RJ) — Médicos e enfermeiros da atenção primária à saúde do município do Rio realizaram, na manhã de terça-feira (10), uma manifestação em frente à sede administrativa da Prefeitura. O ato reuniu cerca de 150 profissionais e foi seguido, no período da tarde, por uma rodada de negociação com representantes da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo os trabalhadores, não houve avanço nas tratativas.
A reunião contou com a participação do subsecretário de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Renato Cony, além de representantes sindicais das duas categorias e das organizações sociais responsáveis pela gestão de unidades de saúde no município.
Ato reuniu na terça (10) cerca de 150 profissionais em frente à sede administrativa da Prefeitura. Foto: Reprodução | Instagram SinmedRJ
De acordo com fontes, as propostas apresentadas não atenderam às expectativas dos profissionais. Diante do impasse, os médicos têm assembleia marcada para esta quarta-feira (11), quando será deliberada a continuidade ou não da greve.
Reivindicações
Entre os principais pontos apresentados pelas categorias estão o reajuste salarial, o pagamento de valores referentes ao alcance de metas e melhorias nas condições de trabalho nas Clínicas da Família.

Ato reuniu na terça (10) cerca de 150 profissionais em frente à sede administrativa da Prefeitura. Foto: Reprodução | Instagram SinmedRJ
Os profissionais também cobram a criação de um protocolo específico para atendimento a casos de violência contra trabalhadores da saúde, revisão da quantidade de pacientes por equipe da Estratégia Saúde da Família, redução das demandas burocráticas e reorganização dos fluxos administrativos nas unidades.
Paralisação
A paralisação dos enfermeiros teve início na segunda-feira (2) e durou dois dias, com manutenção de 70% do efetivo em atividade, conforme informado pelos sindicatos. Já os médicos iniciaram uma greve com previsão de nove dias, mantendo 50% do quantitativo habitual até hoje, quarta-feira (11).
Ato reuniu na terça (10) cerca de 150 profissionais em frente à sede administrativa da Prefeitura. Foto: Reprodução | Instagram SinmedRJ
A mobilização atinge a Atenção Primária à Saúde (APS), considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. Até o momento, não houve anúncio de novo calendário de negociação por parte da Prefeitura.
A definição sobre os próximos passos do movimento dependerá da decisão que será tomada em assembleia nesta quarta-feira.





