Igor Quintaes
O Futebol de Mesa e o resgate de uma identidade brasileira
A alma do Futebol de Mesa
Arte: Futebol de Botão Retrô Antes de você entrar no texto que preparei, preciso compartilhar algo que não cabe apenas na razão, mas no coração: o futebol de mesa é muito mais do que um esporte. Ele é lembrança, é cheiro de infância, é som de botões deslizando, é aquela mesa improvisada na casa dos avós, é amizade construída em clubes de bairro e é o tipo de paixão que atravessa gerações sem pedir permissão. Escrever sobre o botonismo é, para mim, como revisitar uma história que também é minha. Uma história que pertence a milhões de brasileiros que viram, nas pequenas peças de acrílico, a grandeza do futebol que nos une.
Nesta coluna, convido você a sentir — não apenas ler — o valor desse esporte que nunca deixou de fazer parte da nossa cultura. Que renasceu, se modernizou e, mesmo assim, manteve intacto o brilho simples e emocionante que sempre carregou.
Espero que cada linha a seguir desperte memórias, provoque sorrisos e lembre você de que algumas paixões nunca saem da gente — apenas mudam de tamanho.
A ALMA DO FUTEBOL DE MESA: UM ESPORTE QUE NUNCA SAI DO CORAÇÃO
O futebol de mesa nasceu em quintais, mesas de jantar, clubes de bairro e salas de estar. Antes de ser esporte organizado, foi imaginação, convivência, criatividade. O “Futebol de Botão”, como chamavam os mais antigos, é parte da memória afetiva de milhões de brasileiros que cresceram vendo, jogando e sentindo, em miniatura, a paixão do futebol tradicional.
Hoje, quando o esporte vive um novo ciclo de crescimento, é impossível ignorar sua importância histórica e cultural. O futebol de mesa sobreviveu ao tempo, às mudanças de hábitos, à tecnologia e, ao contrário do que muitos imaginavam, se modernizou. Regras se profissionalizaram, federações se fortaleceram e competições de alto nível — como o Campeonato Brasileiro de Clubes — atraem atletas de várias regiões, reforçando que o Brasil continua sendo um dos pilares dessa modalidade no mundo.
Mais do que um jogo, o futebol de mesa é um resgate de identidade.
Ele carrega a herança das gerações que transformaram simples botões de camisa em craques de fantasia. Carrega a dedicação de mestres que passaram noites lixando, calibrando, polindo e ajustando seus times com o mesmo zelo de um colecionador de arte. Carrega, sobretudo, a ideia de que o esporte é também encontro, memória e emoção.
Mas, ao mesmo tempo, o botonismo se reinventa. Os atletas de hoje dominam técnica, estratégia, leitura tática e concentração. As mesas se transformaram em arenas de alto desempenho, onde cada movimento exige precisão quase cirúrgica. É a evolução natural de uma modalidade que aprendeu a crescer sem perder suas raízes.
Valorizar o futebol de mesa não é olhar para o passado — é compreender que o Brasil possui um patrimônio esportivo único, que merece visibilidade, incentivo e reconhecimento. O esporte ensina disciplina, raciocínio, paciência e respeito. Conecta gerações, fortalece vínculos e lembra que a paixão pelo futebol vai muito além do que cabe em um estádio.
Se o futebol é parte da alma brasileira, o futebol de mesa é uma de suas expressões mais genuínas.
E cabe a nós, comunicadores, atletas, dirigentes e apaixonados, garantir que essa herança continue viva — para que os botões continuem deslizando pelas mesas e fazendo história, agora com o brilho e a valorização que sempre mereceram.
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