Defesa Civil inicia demolição de imóveis no Maracanã após risco de novos desabamentos
Vistorias técnicas apontaram comprometimento estrutural em residências próximas ao local do colapso; 13 casas foram interditadas
Coronel Rodrigo Gonçalves, Subsecretário Municipal de Defesa Civil do Rio prestando esclarecimentos à imprensa durante operação. Maracanã, Zona Norte do Rio. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio Ação seguiu protocolo para desabamentos e teve como objetivo preservar vidas após avaliação de engenheiros e técnicos da Defesa Civil.
Rio de Janeiro (RJ) — A Defesa Civil do Rio de Janeiro iniciou, no fim da manhã de segunda-feira (2), a demolição manual de três residências no bairro do Maracanã, na Zona Norte do Rio, como medida preventiva após vistorias técnicas identificarem risco estrutural em imóveis localizados no entorno de um desabamento registrado durante a madrugada. Funcionários da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos executaram a ação.

Funcionários da Conservação realizam a demolição manual de imóvel residencial no Maracanã. Foto: Marcio Curvello / Jornal Gazeta do Rio
Conforme o protocolo operacional adotado pela Defesa Civil em casos de desabamento, a resposta inicial envolveu o isolamento imediato da área e a realização de vistorias técnicas detalhadas para avaliar a estabilidade das edificações vizinhas e reduzir riscos secundários.

No Maracanã, os laudos técnicos apontaram comprometimento estrutural em diversas construções, o que levou à interdição preventiva de 13 residências, consideradas inseguras para a permanência dos moradores. A decisão técnica foi acompanhada pelo subsecretário municipal de Defesa Civil, Coronel Rodrigo Gonçalves, que informou que as medidas adotadas seguiram critérios exclusivamente técnicos e preventivos, com prioridade para a preservação de vidas.

Funcionários da Conservação realizam a demolição manual de imóvel residencial no Maracanã. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Com base nos pareceres emitidos por engenheiros da Defesa Civil, foi definida a demolição manual de três imóveis localizados na parte frontal do conjunto afetado. Segundo o órgão, a medida buscou eliminar pontos de instabilidade estrutural que poderiam provocar novos colapsos, especialmente diante do risco de efeito dominó, quando a queda de uma edificação poderia comprometer construções adjacentes. A opção pela demolição manual teve como finalidade reduzir impactos, vibrações e danos às edificações vizinhas ainda preservadas.

Agentes da Secretaria Municipal de Conservação. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Durante a operação, equipes da Defesa Civil atuaram de forma integrada com a Secretaria Municipal de Conservação, garantindo o controle do perímetro, a segurança dos trabalhadores e o acompanhamento das famílias afetadas pelas interdições.
Atuação do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro atuou desde a madrugada de segunda-feira (02/02) na ocorrência de desabamento de uma edificação na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro do Maracanã. A Corporação foi acionada por volta de 1h33 e teve as operações de busca, salvamento e segurança coordenadas pelo subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior Geral, Coronel Sarmento.

Coronel BM Sarmento, Subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior Geral do CBMERJ. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Ao longo da operação, nove pessoas foram resgatadas com vida, entre elas duas crianças, que foram encaminhadas a unidades hospitalares. Uma mulher foi retirada dos escombros já em óbito.

Viaturas e equipes da Defesa Civil Estadual durante operação de resposta ao desabamento. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
A ocorrência mobilizou mais de 50 militares, de sete unidades operacionais, com apoio de 12 viaturas, além da atuação de especialistas do GOESP e de alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (COSD).

Equipe dos Bombeiros deixam o local após finalizar operação de resposta ao desabamento. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Um perito criminal da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro também esteve no local e realizou perícia técnica na área do desabamento, procedimento necessário para apuração das circunstâncias do colapso da edificação.

Perito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou perícia técnica após o desabamento. Foto: Marcio Curvello / Jornal Gazeta do Rio
Impacto humano, apoio institucional e assistência aos moradores
Enquanto aguardavam orientações em uma praça próxima à área interditada, alguns moradores desalojados passaram mal ao serem informados de que suas residências seriam demolidas. Diante da situação, equipes de apoio foram acionadas para prestar atendimento imediato no local, conforme previsto no protocolo de resposta a desastres. Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social permaneceram na região oferecendo acolhimento, orientação e realizando os encaminhamentos necessários às famílias afetadas.

Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social permaneceram oferecendo acolhimento. Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
A Defesa Civil informou que todos os moradores foram orientados a não retornar aos imóveis interditados e receberam informações sobre os próximos procedimentos, que incluem avaliação social, cadastramento e possíveis encaminhamentos para acolhimento temporário ou acesso a outros auxílios previstos em situações de emergência.
A operação contou ainda com o apoio da Subprefeitura da Grande Tijuca, sob coordenação do subprefeito Higor Gomes, além da Guarda Municipal e da CET-Rio, que atuaram no ordenamento do trânsito, no controle do perímetro e no suporte logístico às equipes técnicas.

A Defesa Civil informou que as vistorias na região do Maracanã continuaram ao longo do dia e que novas interdições ou demolições preventivas poderiam ser adotadas caso outras estruturas comprometidas fossem identificadas. O órgão reforçou que todas as decisões tomadas seguiram parâmetros técnicos rigorosos e tiveram como prioridade absoluta a preservação de vidas.





