ZCAS intensifica chuvas no Sudeste e eleva alerta no Rio de Janeiro até terça-feira
Fenômeno atmosférico mantém instabilidade persistente e pode provocar acumulados elevados em áreas do Sudeste, com atenção especial para o território fluminense
Zona de Convergência do Atlântico Sul atua entre sábado (7) e terça-feira (10). Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio Zona de Convergência do Atlântico Sul atua entre sábado (7) e terça-feira (10), aumentando o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos.
Rio de Janeiro (RJ) — A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) deve manter o tempo instável em grande parte da Região Sudeste nos próximos dias, com destaque para o Rio de Janeiro, onde a previsão indica volumes elevados de chuva entre este sábado (7) e a próxima terça-feira (10), ampliando o risco de transtornos associados ao excesso de precipitação.
A ZCAS é um sistema atmosférico caracterizado por um corredor persistente de umidade que se estende da Amazônia em direção ao Sudeste e ao Oceano Atlântico. Esse padrão favorece a formação contínua de nuvens carregadas e chuvas frequentes, muitas vezes de longa duração, o que aumenta significativamente os acumulados ao longo de vários dias consecutivos.
No Sudeste, os efeitos do fenômeno devem ser mais expressivos em áreas de São Paulo, Minas Gerais e, principalmente, do Rio de Janeiro. No território fluminense, a instabilidade tende a atingir desde o Sul Fluminense até a Região Metropolitana, incluindo a capital, a Baixada Fluminense e áreas do Centro-Sul do estado. A previsão indica que os volumes acumulados podem ser elevados em curto intervalo de tempo, com potencial para provocar alagamentos severos e sobrecarga dos sistemas de drenagem urbana.
Além da chuva persistente, o cenário atmosférico associado à ZCAS também favorece a ocorrência de temporais isolados, acompanhados por rajadas de vento, descargas elétricas e pancadas intensas em determinados momentos do dia. Esse padrão aumenta o risco de quedas de árvores, interrupções pontuais no fornecimento de energia elétrica e dificuldades no deslocamento, sobretudo em áreas urbanas densamente ocupadas.
Em Minas Gerais, regiões do oeste, sul do estado e do Alto Paranaíba também devem registrar volumes expressivos, enquanto em São Paulo o destaque fica para o Vale do Paraíba e áreas do interior. Apesar disso, o Rio de Janeiro permanece entre os estados que exigem maior atenção, devido à combinação entre relevo, ocupação urbana e histórico de ocorrências relacionadas a chuvas intensas.
Riscos e orientações
Com a manutenção das chuvas ao longo de vários dias, cresce o risco de transbordamento de rios, enxurradas e deslizamentos de terra em encostas e áreas de risco. A orientação é para que a população evite transitar por vias alagadas, não enfrente correntezas e redobre a atenção em locais sujeitos a escorregamentos de solo.
Durante episódios de vento forte, recomenda-se não se abrigar sob árvores nem estacionar veículos próximos a estruturas altas, como postes, torres e placas. Em caso de tempestades com raios, o ideal é evitar áreas abertas e o uso de aparelhos ligados à rede elétrica, reduzindo o risco de acidentes.
A previsão indica que a instabilidade deve persistir até pelo menos a terça-feira (10), com variações na intensidade das chuvas ao longo do período. Diante desse cenário, a recomendação é acompanhar continuamente as atualizações meteorológicas e os avisos dos órgãos oficiais. O Jornal Gazeta do Rio seguirá monitorando as condições do tempo e publicando previsões específicas para o estado do Rio de Janeiro, auxiliando a população a se preparar e reduzir os impactos do mau tempo.





