Feriados de 2026 podem provocar perda bilionária no comércio do Rio de Janeiro

Estudo aponta que excesso de datas não trabalhadas pode retirar mais de R$ 2 bilhões do faturamento do varejo fluminense

CDLRio | Assessoria de Comunicação
Feriados de 2026 podem provocar perda bilionária no comércio do Rio de Janeiro Comércio Praça Sans Peña, Tijuca, Rio. Crédito: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio

Levantamento do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro alerta para impacto econômico causado por feriados, pontos facultativos, Copa do Mundo e eleições

Rio de Janeiro (RJ) — O calendário de 2026 acende um sinal de alerta para o comércio varejista do Rio de Janeiro. Um estudo divulgado pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo SindilojasRio estima que o excesso de feriados e pontos facultativos poderá provocar uma paralisação superior a vinte dias úteis, com impacto direto no faturamento do setor, que pode ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões ao longo do ano.

De acordo com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o ano de 2026 terá 10 feriados nacionais e 9 pontos facultativos, totalizando 19 dias de interrupção no âmbito federal. No estado do Rio de Janeiro, o cenário é ainda mais complexo. Somando feriados nacionais, estaduais — como o Dia de São Jorge, em 23 de abril — e os feriados municipais relacionados a aniversários de cidades e datas regionais, o total chega a 26 feriados municipais, ampliando significativamente o número de dias com potencial redução da atividade econômica.

Segundo o levantamento, o comércio fluminense registra, em média, um faturamento mensal de R$ 1,4 bilhão, sendo cerca de R$ 700 milhões concentrados apenas na cidade do Rio de Janeiro. A projeção considera o impacto da redução no fluxo de consumidores, especialmente no comércio de rua, que é mais sensível aos dias sem funcionamento regular.

Outro ponto destacado pelo estudo é a coincidência de datas comemorativas relevantes com dias úteis, o que pode gerar os chamados “enforcamentos” — quando feriados se estendem por mais de um dia. Esse fenômeno tende a reduzir ainda mais a circulação de pessoas e o movimento nas lojas. O cenário se agrava ao considerar os 52 domingos do ano, período em que grande parte do comércio permanece fechada, além do fato de 2026 ser ano de Copa do Mundo e de eleições, eventos que historicamente interferem no consumo e na rotina das cidades.

Para os empresários, a análise da lucratividade torna-se decisiva. O custo de manter estabelecimentos abertos em feriados, comparado à receita gerada nesses dias, é um fator observado principalmente em shoppings centers e no comércio de rua que atua com produtos essenciais.

“O feriado é importante para a sociedade, mas o excesso preocupa. Não fossem os acordos coletivos que permitem a abertura do comércio aos domingos e feriados, além do crescimento do comércio eletrônico, as perdas poderiam ser ainda maiores”, avalia Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

Segundo ele, o impacto é mais severo sobre os pequenos lojistas. “O excesso de feriados prejudica a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro. Em muitas regiões, afeta especialmente o comércio de rua e os estabelecimentos de menor porte, que já não abrem normalmente nesses dias. Além disso, nos feriados, o consumo se mistura com despesas de lazer, favorecendo setores como turismo, bares e restaurantes”, conclui.


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