Mesmo com preços mais altos, consumidores mantêm otimismo com a ceia de Natal no Rio
Pesquisa aponta adaptação do orçamento, mas preserva tradição da celebração natalina
Pesquisa aponta adaptação do orçamento, mas preserva tradição da celebração natalina. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio Levantamento do CDLRio e do SindilojasRio revela que maioria dos consumidores fará uma ceia mais simples, sem perder a tradição.
Rio de Janeiro - Apesar do aumento dos preços típico do fim de ano, os consumidores seguem confiantes na realização da ceia de Natal. É o que aponta levantamento realizado pelo Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) em parceria com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio). A pesquisa ouviu 250 consumidores que buscaram atendimento nos postos do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) na primeira semana de dezembro.

Consumidor carioca busca alternativas para manter viva a tradição do Natal. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
De acordo com o estudo, 72% dos entrevistados afirmam que a ceia deste ano será mais simples. Outros 20% pretendem manter o mesmo padrão de anos anteriores, enquanto 6% esperam uma mesa mais farta. Entre os principais motivos apontados para a redução estão o encarecimento dos alimentos, o desemprego e a diminuição da renda familiar.
Mesmo diante desse cenário, a maioria dos consumidores planeja controlar os gastos. Cerca de 71% pretendem desembolsar até R$ 250 na ceia natalina; 25% estimam despesas entre R$ 300 e R$ 400; e apenas 4% projetam gastos acima de R$ 450. Quanto à forma de pagamento, 70% pretendem utilizar o cartão de crédito de forma parcelada, 24% devem recorrer ao cartão alimentação e 6% planejam pagar à vista.
Entre os itens mais citados para compor a ceia estão aves como peru, chester ou frango, mencionadas por 50% dos entrevistados. Cortes suínos, como lombo e pernil, aparecem em seguida, com 25%. O bacalhau foi citado por 8%, frutas por 6% e bebidas como vinho, cerveja e refrigerante por 10%. Outros produtos somam 1%.
Ao considerar os gastos totais com a ceia e a compra de presentes, 75% dos consumidores afirmam que pretendem comprometer até 15% da renda mensal. Outros 15,5% estimam destinar entre 16% e 25%, enquanto 4,5% acreditam que os gastos poderão ultrapassar 35% do orçamento familiar.
O cartão de crédito segue como o principal meio de pagamento para 50% dos entrevistados, enquanto 20% devem combinar cartão e vale-alimentação. Já 10% afirmam que não pretendem assumir dívidas, optando por pagamentos à vista, via débito, Pix ou dinheiro.
Quando analisados apenas os custos da ceia, cerca de 75% dos participantes afirmam que devem comprometer até 10% da renda. Outros 20% estimam gastos entre 10% e 15%, e 5% acreditam que a ceia poderá representar mais de 15% do orçamento mensal.
O perfil dos entrevistados revela equilíbrio entre os gêneros, com 51% homens e 49% mulheres. Em relação ao estado civil, 51% são casados, 23% solteiros, 13% vivem em união estável, 11% são separados ou divorciados e 2% viúvos. A faixa etária predominante está entre 36 e 45 anos (36%), seguida por 46 a 55 anos (29%), 18 a 35 anos (18%), 56 a 65 anos (12%) e acima de 65 anos (5%).
Quanto à renda familiar, 53% declararam ganhos entre dois e três salários mínimos. Outros 18% recebem até um salário mínimo e meio; 16% entre quatro e cinco salários mínimos; 7% entre seis e sete; 4% entre oito e dez; e 2% afirmaram ter renda superior a dez salários mínimos.
Consumidor carioca busca alternativas para manter viva a tradição do Natal
Mesmo diante das dificuldades econômicas, a pesquisa indica que o consumidor carioca busca alternativas para manter viva a tradição do Natal. Planejamento, escolhas mais acessíveis e controle financeiro aparecem como estratégias centrais para celebrar a data sem comprometer excessivamente a renda familiar.
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