Festival do Café movimenta o Museu da República durante três dias de experiências e cultura no Catete
Evento reuniu milhares de visitantes, mais de 80 expositores e programação diversificada com degustações, oficinas e música ao vivo.
Por Marcio Curvello
23/03/2026 | Atualizado em 24/03/2026 - 08h38
Painel da Edição especial do Festival do Café Brasil na Xícara na entrada do Museu da República. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS Realizado entre os dias 20 e 22 de março, festival consolidou-se como espaço de valorização da cultura do café, da gastronomia artesanal e da produção fluminense.
Rio de Janeiro (RJ) — O Museu da República, no bairro do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, recebeu entre os dias 20 e 22 de março uma edição especial do Festival do Café Brasil na Xícara, integrada ao Festival Sabores do Vale do Café.
Museu da República, no bairro do Catete. Foto: Marcio Curvello |AMC PHOTOPRESS
O evento reuniu produtores do interior fluminense — e de outras regiões do Brasil — e celebrou a força da agricultura, da gastronomia e do turismo regional em um dos espaços históricos mais emblemáticos da cidade.
Marcio Curvello |AMC PHOTOPRESS
Durante o festival, o público teve a oportunidade de experimentar cafés especiais produzidos dentro e fora do estado do Rio de Janeiro, com destaque para produtores do Vale do Café e de outras regiões produtoras. Diferentes métodos de preparo e perfis sensoriais foram apresentados, permitindo que os visitantes explorassem aromas, sabores e características da bebida.
O público teve a oportunidade de experimentar cafés especiais produzidos dentro e fora do estado do Rio de Janeiro. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Com mais de 80 expositores, o evento também reuniu produtores de queijos artesanais, cachaças premiadas, doces e outros produtos típicos do interior fluminense. Além dos expositores do estado do Rio de Janeiro, o festival contou ainda com representantes de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, o que demonstra a ampla repercussão e o alcance nacional do evento.
A mineira D'Rocha cafés especiais também marcou presença durante o festival. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
A diversidade gastronômica foi um dos destaques da edição, ampliando a experiência do público e reforçando a conexão entre o café e outras tradições culinárias brasileiras.
O festival é uma grande oportunidade para produtores e fornecedores de marcas independentes. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Além do aspecto cultural e gastronômico, o festival também se destaca como uma importante vitrine para o empreendedorismo fluminense, especialmente para pequenos produtores, marcas independentes e negócios da economia criativa.
O evento também é uma grande oportunidade para negócios da economia criativa. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
O evento oferece visibilidade, geração de oportunidades comerciais e conexão direta com o público consumidor, fortalecendo cadeias produtivas locais e incentivando o desenvolvimento econômico no estado.
Combinação que traduz bem a diversidade do festival
O público pode desfrutar de uma combinação que traduz bem a diversidade do festival: do tradicional bolo de rolo pernambucano ao contemporâneo matcha japonês, passando pelas cachaças artesanais fluminenses — um retrato da pluralidade de sabores que dialogam com o café e ampliam a experiência gastronômica —, até o artesanato regional.
O original bolo de rolo pernambucano da Divinas. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
A Escola de Café e Torrefação de Cafés Especiais, Café no Chalé, com sua equipe coordenada pelo mestre de torra Diego Carvalho, CEO da marca localizada em Niterói, novamente marcou presença no festival.
Mestre de Torra Diego Carvalho, CEO da Café no Chalé. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
“Participar de um evento como esse é fundamental para aproximar o público do universo dos cafés especiais. As pessoas têm a oportunidade de conhecer diferentes perfis de torra e entender melhor todo o processo que existe por trás de uma xícara de café”, afirma.
Diego também reforçou a importância de preservar e valorizar os processos históricos da torrefação. “Eu valorizo demais a história. Se hoje temos técnicas e equipamentos de ponta para entregar um produto de alta qualidade, é justamente porque lá atrás fundamentos importantes foram plantados. Hoje estamos colhendo o sucesso desse plantio. Por isso, eu valorizo cada história”, finalizou.
Diego Carvalho mostrando como é realizada a torrefação do café na máquina. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Outra veterana do festival foi a Dario Coffee, cafeteria situada na Lapa. Nesta edição, além dos cafés especiais, o público também pôde experimentar o matcha da Namu Matcha. “O matcha nada mais é do que um chá verde em pó, muito utilizado na cultura japonesa”, explicou Dario Júnior.
Expositoras da Dario Coffee. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Durante a apresentação, foi preparado um iced matcha latte com geleia artesanal de morango, proporcionando uma combinação perfeita e refrescante entre o sabor herbal da bebida e a doçura frutada.
Iced matcha latte com geleia artesanal de morango. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
A marca Delícias de Bolo de Rolo também marcou presença, levando os tradicionais bolos de rolo pernambucano e os pasteizinhos de Belém, que harmonizam com diferentes perfis de café.
O original bolo de rolo pernambucano da Divinas. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
“Participar de um festival como esse é uma oportunidade de divulgar nossos produtos, que vêm diretamente de Pernambuco para a mesa do consumidor fluminense, conquistar novos clientes e fazer parte de um ambiente que valoriza a gastronomia artesanal e especialmente a economia cafeeira. E tanto um saboroso bolo de rolo quanto um tradicional pastelzinho de Belém, harmonizam perfeitamente bem com um bom café”, comenta André Nazareth.
Os tradicionais tradicionais pasteizinhos de Belém. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS.
A Cachaçaria Werneck também integrou o seleto time de expositores, levando ao público suas premiadas cachaças orgânicas, produzidas em Rio das Flores, no interior do estado do Rio de Janeiro, reforçando a tradição e a qualidade da produção fluminense.
As saborosas cachaças da Cachaçaria Werneck. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Ao longo dos três dias, a programação incluiu oficinas, palestras, provas guiadas e apresentações musicais, transformando o espaço em um ambiente de aprendizado, convivência e entretenimento. As atividades atraíram tanto apreciadores da bebida quanto famílias e visitantes interessados em conhecer mais sobre a cultura do café.
Palestra com Alex Morie, especialista em café e Gestão de Cafeterias. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Na programação musical, apresentações de jazz com a Banda Jazz Colado, trazendo muito Bossa Jazz, e do grupo de chorinho Pega no Tranco embalaram o evento, reforçando o caráter plural da iniciativa. A trilha sonora ao vivo contribuiu para transformar o festival em um verdadeiro movimento gastronômico e cultural, integrando música, sabores e experiências em um mesmo ambiente.
A proposta do Festival do Café Brasil na Xícara, idealizado por Luiz Vilella, vai além da degustação. “O festival não é apenas um evento ou uma feira. Nós somos um movimento cultural do café. Ao longo dos anos construímos uma comunidade de amantes da bebida”, afirmou.
Luiz Vilella, Idealizador do Festival do Café Brasil na Xícara. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Segundo o idealizador, o evento também se consolidou como espaço de convivência. “É um movimento que reúne famílias e amigos, proporcionando tempo de qualidade para quem participa. Isso, para nós, não tem preço”, destacou.
O evento consolidou-se como importante espaço de convivência. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Além da experiência gastronômica, o festival reforçou sua proposta de valorização da identidade cultural brasileira e das regiões produtoras de café. “Queremos enaltecer todas as regiões do país, especialmente as regiões cafeeiras, mostrando tudo o que o Brasil tem de melhor”, concluiu Vilella.
O festival reforça a proposta de valorização do turismo rural, da agricultura familiar e da produção local. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Realizado em um dos espaços históricos mais emblemáticos da cidade, o evento também proporcionou aos visitantes a oportunidade de circular pelos jardins e dependências do Museu da República, unindo patrimônio, cultura e gastronomia em um único ambiente.
O Público presente pode circular pelos jardins e dependências do Museu da República desfrutando do melhor do festival. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS
Ao final dos três dias, o Festival do Café Brasil na Xícara reafirmou seu papel como vitrine da produção artesanal e como ponto de encontro entre produtores e consumidores, destacando o café não apenas como bebida, mas como símbolo de cultura, economia criativa e convivência.




