Polícia Civil prende casal e apreende canetas emagrecedoras ilegais na Zona Oeste
Terceira fase da Operação Estética Segura apura comercialização ilegal de substâncias à base de tirzepatida em clínicas de estética
Durante as diligências, foram apreendidos dez caixas de medicamentos à base de tirzepatida e seringas utilizadas para aplicação. Foto: Reprodução | G1 Terceira fase da Operação Estética Segura mira clínicas de estética que comercializavam medicamentos sem prescrição e fora do controle sanitário
Rio de Janeiro (RJ) — A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou, na manhã desta terça-feira (27), mais uma etapa da Operação Estética Segura, voltada ao combate à venda ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento — popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras — em clínicas de estética da Zona Oeste da capital.

Policiais civis cumpriram mandados em clínicas localizadas em Campo Grande e Guaratiba. Foto: Reprodução | G1
Durante a ação, um casal foi preso em flagrante por comercializar medicamentos sem autorização legal. Eles vão responder por crime contra a saúde pública, crime contra as relações de consumo e associação criminosa.
As investigações apontam que a venda desses produtos ocorria sem prescrição médica, fora de farmácias autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, em alguns casos, com indícios de falsificação ou contrabando.

Material apreendido pela Policia Civil. Foto: Reprodução | G1
Segundo a polícia, o inquérito teve início após denúncias de consumidores que relataram mal-estar e reações adversas após o uso dos medicamentos. Uma das vítimas utilizou a substância sem qualquer acompanhamento médico e apresentou efeitos colaterais severos.
De acordo com a Delegacia do Consumidor (Decon), profissionais da área estética ofereciam, de forma ilegal, medicamentos à base de tirzepatida — princípio ativo indicado para o tratamento do diabetes — aplicados irregularmente para fins de emagrecimento, sem autorização e sem qualquer controle sanitário.

Material apreendido pela Policia Civil. Foto: Reprodução | G1
Nesta terceira fase da operação, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em clínicas localizadas nos bairros de Campo Grande e Guaratiba. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e dez caixas de medicamentos à base de tirzepatida.
Segundo a Polícia Civil, a comercialização ocorria sem qualquer tipo de registro ou fiscalização, o que representa risco direto à saúde dos consumidores.
O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, destacou que a operação tem como alvo clínicas que utilizam substâncias proibidas ou de procedência duvidosa:
“Eles utilizam medicamentos de procedência desconhecida para realizar tratamentos estéticos, basicamente em mulheres, em clínicas espalhadas pelo Rio. Muitas vezes, esses produtos são contrabandeados de outros países, como o Paraguai. Estimamos que o mercado clandestino de tirzepatida movimente cerca de R$ 7 bilhões no país”, afirmou o delegado.

Delegado Wellington Vieira, titular da Decon. Foto: Reprodução | G1
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular redes criminosas responsáveis pela distribuição ilegal desses medicamentos no estado.
📲 Curta nossas redes sociais! Acompanhe o Jornal Gazeta do Rio no Instagram e Facebook para ficar por dentro das principais notícias, entrevistas e bastidores do Rio.
🗣️ Deixe o seu comentário! Queremos saber a sua opinião! Participe da conversa e compartilhe com a gente o que achou desta matéria. Seu comentário é muito importante para nós.






