Instituto Cultural No Palco da Vida inaugura nova sede em Bonsucesso e marca lançamento do CEP da Cultura

Novo espaço amplia atuação sociocultural na Zona Norte e inaugura programa estadual de ocupação cultural de imóveis públicos

Assessoria de Comunicação | SececRJ
Instituto Cultural No Palco da Vida inaugura nova sede em Bonsucesso e marca lançamento do CEP da Cultura Inauguração da nova sede do Instituto Cultural No Palco da Vida. Foto: Jorge Paulino

Iniciativa da SececRJ transforma patrimônio público em polos vivos de cultura, formação e acesso gratuito às artes.

Rio de Janeiro (RJ) — Um sonho construído ao longo de quase duas décadas ganhou novos contornos neste sábado (17). Após 18 anos de atuação em Olaria, o Instituto Cultural No Palco da Vida inaugurou sua nova sede no bairro de Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ). A abertura do espaço também marcou o lançamento oficial do CEP da Cultura, programa estadual que promove a ocupação cultural de imóveis públicos por projetos socioculturais.


Nova sede do Instituto Cultural No Palco da Vida. Foto: Jorge Paulino

A inauguração reuniu autoridades, artistas, alunos e moradores da região, em um evento marcado por apresentações artísticas e atividades abertas ao público. Espetáculos como Saltimbancos, Flicts, Mary Shivan, Thainara Crível Show, Dilema de Hamlet, New York Musical e Memórias integraram a programação, além de oficinas de teatro e maquiagem, reforçando o caráter formativo e comunitário do projeto.


Danielle Barros e Áureo Ribeiro cortam a fita de inauguração. Foto: Jorge Paulino

Entre as presenças institucionais estiveram a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, e o deputado federal Áureo Ribeiro.

Cultura como política pública de território

O CEP da Cultura é uma iniciativa da SececRJ que amplia o acesso de projetos culturais a imóveis públicos ociosos, por meio de ocupação cultural com contrapartida social. A ação é fundamentada no Marco Regulatório de Fomento do Governo Federal, instituído pela Lei nº 14.903/2024, que prevê mecanismos específicos para a cessão gratuita desses espaços, desde que destinados a atividades de interesse público.


Danielle Barros e Wal Schneider. Foto: Jorge Paulino

A parceria com o No Palco da Vida é a primeira do Brasil a ser firmada com base nesse novo dispositivo legal, consolidando o programa como uma política pública inovadora de democratização do acesso à cultura.

“Que esse lugar seja de cultura, mas também de acolhimento, respeito, amizade e impulsionamento de carreiras. O CEP da Cultura transforma imóveis públicos em espaços vivos de criação e formação, e iniciar esse programa com o No Palco da Vida reafirma nosso compromisso com iniciativas que promovem inclusão e transformação nos territórios”, destacou Danielle Barros durante a cerimônia.

Expansão do impacto social

Fundador do projeto, o ator e diretor Wal Schneider celebrou a nova fase da instituição. Segundo ele, a mudança amplia significativamente o alcance das ações desenvolvidas pelo instituto.

“Agora temos dois espaços. Com essa nova sede, passamos a atender não apenas os moradores do Complexo do Alemão, que acompanhamos no antigo endereço, mas também a comunidade da Maré. É um sonho ver esse projeto crescer por meio de uma parceria que garante transformação social em uma região periférica que precisava de um centro cultural de referência”, afirmou.

A história de um sonhador

A trajetória do No Palco da Vida se confunde com a história de seu fundador. Filho de uma faxineira e de um carpinteiro, Wal Schneider descobriu a arte ainda criança, por meio do circo, em sua cidade natal. Aos 17 anos, chegou ao Rio de Janeiro com apenas R$ 25 no bolso, um livro na bolsa e o desejo de se tornar ator.


Wal Schneider, fundador do Instituto Cultural No Palco da Vida. Foto: | Divulgação 

Para custear os estudos, trabalhou como lavador de pratos, balconista e faxineiro até se formar na Casa de Artes de Laranjeiras (CAL) e concluir a pós-graduação. Atuou em novelas como Páginas da Vida e Guerreiros do Sol, além de produções no cinema e no teatro.

Em 2007, ao ministrar oficinas de teatro no Sesc de Ramos para jovens do Complexo do Alemão, percebeu que seu propósito ia além dos palcos. Em 2011, alugou um casarão em Olaria e fundou a primeira escola de artes da Zona da Leopoldina, dando origem ao Instituto Cultural No Palco da Vida.

Formação, memória e futuro

Hoje, o instituto oferece aulas de teatro e musicalização para crianças, adolescentes e adultos, além de ações de formação de plateia nas comunidades do entorno. Wal Schneider também mantém o Museu de Memória do Teatro, um acervo com mais de 40 mil itens raros que preservam a história das artes cênicas brasileiras e mundiais desde o século XVIII — parte integrante da nova sede em Bonsucesso.

As atividades no novo espaço começam oficialmente em fevereiro, com a abertura de novas turmas e programação contínua gratuita, reforçando o papel do instituto como polo cultural e educativo na Zona Norte do Rio.


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