Feira estadual no Iserj reuniu jovens cientistas e premiou projetos inovadores

Feira estadual no Iserj reuniu jovens cientistas e premiou projetos inovadores

Evento gratuito apresentou finalistas da XIX Fecti e reuniu estudantes de todo o estado

Assessoria de Comunicação Cecierj
Feira estadual no Iserj reuniu jovens cientistas e premiou projetos inovadores XIX Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti). Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio

Evento gratuito reuniu alunos, professores, famílias e instituições de fomento em dois dias de exposições, oficinas e premiações

Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2025 — O Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), na Praça da Bandeira, foi palco, neste fim de semana, da XIX Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti), considerada o maior evento estudantil de ciência e tecnologia do estado. Promovida pela Fundação Cecierj, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a feira reuniu projetos desenvolvidos por estudantes das redes pública e privada, com entrada gratuita e programação voltada também à formação de professores.


Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj). Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio.

Nesta edição, a Fecti recebeu 246 projetos inscritos, elaborados por mais de 600 alunos e 278 professores. Após avaliação técnica, 149 trabalhos, desenvolvidos por cerca de 400 estudantes e 220 docentes, foram selecionados para a etapa final, apresentada ao público ao longo dos dias 13 e 14 de dezembro, culminando na cerimônia de encerramento e premiação, no domingo (14).

A programação teve início no sábado (13), com credenciamento dos expositores e abertura oficial no pátio do Iserj.


Credenciamento dos expositores. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ 

Ao longo dos dois dias, os projetos foram apresentados nos corredores do térreo, no pátio e no ginásio esportivo da instituição.


Estandes de projetos montados em um dos corredores do térreo do Iserj. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio.

Também foram realizadas oficinas de formação continuada para docentes, incluindo atividades ligadas a recursos educacionais digitais e à Praça da Ciência Itinerante.


Oficina de formação continuada para docentes. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ 

A presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), Caroline Alves, esteve presente no primeiro dia do evento, no sábado (13), e ressaltou a importância do investimento contínuo na formação científica desde a educação básica:


Caroline Alvespresidente FAPERJ.  Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

“Ver tantos jovens cientistas reunidos, apresentando ideias criativas e projetos com impacto real, é a certeza de que estamos no caminho certo. A FAPERJ acredita que investir na ciência desde cedo é fundamental para transformar vidas e fortalecer o desenvolvimento do nosso estado. Essa feira mostra que o futuro da ciência fluminense é diverso, talentoso e cheio de possibilidades”.

O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, também ressaltou o papel da feira na formação dos estudantes:

“A Fecti aproximou os alunos da pesquisa, da criatividade e da inovação, reforçando o compromisso com a ciência e a educação como instrumentos de transformação”, declarou.

O vice-presidente Científico e de Recursos Educacionais da Fundação Cecierj, Gabriel Seraphim da Costa, destacou o esforço coletivo para viabilizar o evento:


Gabriel Seraphim da Costa, vice-presidente Científico e de Recursos Educacionais da Fundação CECIERJ. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

“Nós superarmos algumas dificuldades e a realização do evento só foi possível com muita luta e resiliência. Com o cancelamento da primeira data, conseguimos trazer para o Iserj com a ajuda de parceiros, como a Faperj e a Faetec, e o apoio institucional da Fundação Cecierj. Quero agradecer ao secretário Anderson Moraes por toda a força para que a Fecti ocorresse”

Reportagem percorreu estandes e ouviu estudantes

Ao longo da programação, o Jornal Gazeta do Rio percorreu os estandes da feira e conversou com estudantes e orientadores sobre os projetos apresentados. Entre os expositores estava o trabalho “Do Lixo ao Espaço: a Ciência dos Foguetes de Garrafa PET”, desenvolvido por alunos da Escola Firjan SESI Tijuca. O projeto, apresentado por João Pedro Xavier de OliveiraNicolas Benedito de Sousa Brito e Rafaela Vieira Emerick de Carvalho, sob orientação da professora Beatriz Santos Silva, utilizou materiais recicláveis para demonstrar conceitos de física e engenharia aplicados à propulsão.


João Pedro Xavier de Oliveira, Nicolas Benedito de Sousa Brito e Rafaela Vieira Emerick de Carvalho. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio.

Segundo os estudantes, o objetivo do trabalho foi utilizar materiais recicláveis como ferramenta de aprendizagem científica:

“Nosso projeto buscou mostrar que é possível aplicar conceitos de física e engenharia de forma prática e sustentável, usando a garrafa PET como base para entender princípios da propulsão”, explicaram os alunos durante a apresentação.

Outro estande visitado pela reportagem foi o do projeto TecnoBraço, da Escola Municipal Dr. Ricardo Augusto de Azeredo Vianna, em Duque de Caxias. Desenvolvido pelos estudantes Gabriel Lucas Fernandes DiasManuela Lyra Auday e Mary Ashley do Nascimento, com orientação do professor Darcio Otaviano Ranauro e coorientação de Hugo Leonardo do Valle, o trabalho apresentou um braço robótico controlado por sinais mioelétricos, com foco na inclusão e na mobilidade de pessoas com deficiência no ambiente educacional.


Gabriel Lucas Fernandes Dias, Manuela Lyra Auday e Mary Ashley do Nascimento. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio.

De acordo com o coorientador, Professor Hugo Leonardo, o objetivo do projeto está diretamente ligado à inclusão:

“A proposta do TecnoBraço é desenvolver uma solução acessível que contribuísse para a mobilidade e a autonomia de pessoas com deficiência, além de servir como ferramenta de aprendizagem, reabilitação e inclusão no ambiente escolar”.

A reportagem também acompanhou a apresentação do projeto “Maca Hospitalar Controlada por Comando de Voz”, desenvolvido pelos estudantes Cauã Da Cal Azevedo de Carvalho e João Marcelo Moura Lopes, da Escola Técnica Estadual Henrique Lage (Faetec), em Niterói, sob orientação do professor Altair Martins dos Santos. O sistema utiliza reconhecimento de voz para permitir que pacientes realizem ajustes da maca hospitalar de forma autônoma. Além de expositor, o projeto foi um dos premiados da XIX Fecti, na categoria Desenvolvimento de Tecnologia, evidenciando o impacto prático da proposta.


Cauã Da Cal Azevedo de Carvalho e João Marcelo Moura Lopes. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio.

Segundo os alunos, o foco do trabalho foi ampliar a autonomia do paciente:

“Nosso objetivo foi facilitar o uso da maca hospitalar por pessoas com mobilidade reduzida, permitindo que elas realizassem os ajustes por comando de voz, sem depender constantemente de outra pessoa”.

Premiação reconheceu projetos de destaque em diferentes áreas do conhecimento

A cerimônia de encerramento da XIX Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação (Fecti) também foi marcada pela divulgação dos projetos premiados nas diferentes categorias avaliadas pela comissão julgadora, além das indicações para feiras científicas nacionais e da concessão de bolsas de iniciação científica.


Cerimônia de premiação. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Prêmio Meninas na Ciência foi concedido ao projeto “Potencial cicatrizante de plantas do gênero Kalanchoe”, desenvolvido pelas estudantes Letícia Amposta de Paula e Vitória Moura Farias Teodoro, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Rio de Janeiro, sob orientação da professora Marcela Araújo Soares Coutinho.


Projeto “Potencial cicatrizante de plantas do gênero Kalanchoe”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Na categoria Ciências no Ensino Fundamental II (6º e 7º anos), o Prêmio Divulgação Científica reconheceu projetos voltados à educação ambiental e à sustentabilidade. O primeiro lugar ficou com “Fungos que curtem heavy metal”, de Arthur Vinicius de Cerqueira, do CIEP Brizolão 465 Dr. Amílcar Pereira da Silva, de Quissamã. Outros trabalhos premiados abordaram temas como reutilização de resíduos, educação ambiental em áreas costeiras, gamificação e monitoramento do lixo marítimo.


Projeto “Fungos que curtem heavy metal”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Já entre os estudantes do Ensino Fundamental II (8º e 9º anos), o destaque foi o projeto “Centro de Memória de Práticas Corporais do Quilombo Lagoa Feia”, desenvolvido por alunos da Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade, em Campos dos Goytacazes, que conquistou o primeiro lugar na categoria. Projetos voltados à preservação ambiental, educação científica e valorização do território também figuraram entre os premiados.


Projeto “Centro de Memória de Práticas Corporais do Quilombo Lagoa Feia”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Na área de Ciências Biológicas e da Saúde, o primeiro lugar ficou com “Cápsulas Seguras: Avaliação da Qualidade em Farmácias do Município do RJ”, desenvolvido por estudantes do IFRJ.


Projeto “Cápsulas Seguras: Avaliação da Qualidade em Farmácias do Município do RJ”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

O segundo lugar foi conquistado pelo projeto “Mövu: app com estímulos auditivos para pessoas com Parkinson”, da Fundação Osório, seguido por iniciativas voltadas à sustentabilidade, educação em saúde e etnobotânica.



Projeto “Mövu: app com estímulos auditivos para pessoas com Parkinson”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Em Ciências Exatas e da Terra, o projeto “Aprendizagem Autônoma em um Projeto Online de Astronomia Cidadã”, da Escola Técnica Estadual Santa Cruz (Faetec), conquistou o primeiro lugar. Também foram premiados trabalhos nas áreas de computação aplicada ao clima, recuperação de solos urbanos, educação científica e protagonismo feminino na tecnologia.


Projeto “Aprendizagem Autônoma em um Projeto Online de Astronomia Cidadã”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Na categoria Desenvolvimento de Tecnologia, o destaque foi o projeto “AutoIrriga: Irrigação Integrada, Sustentável e Autossuficiente para Hortas”, do Cefet/RJ – Campus Nova Iguaçu.


Projeto “AutoIrriga: Irrigação Integrada, Sustentável e Autossuficiente para Hortas”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

A categoria também premiou iniciativas de baixo custo voltadas ao monitoramento ambiental, automação e acessibilidade, incluindo o projeto “Maca Hospitalar Controlada por Comando de Voz”, da Escola Técnica Estadual Henrique Lage (Faetec).


Projeto “Maca Hospitalar Controlada por Comando de Voz”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Já na área Interdisciplinar, o primeiro lugar ficou com “Mergulhar para Incluir: o Oceano como Sala de Aula”, do Instituto de Educação de Nova Friburgo, seguido por projetos que abordaram robótica educacional, sustentabilidade, protagonismo feminino e educação científica em espaços não formais.


Projeto “Mergulhar para Incluir: o Oceano como Sala de Aula”. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Indicações nacionais e bolsas de iniciação científica

Além das premiações, a XIX Fecti também indicou projetos para feiras científicas afiliadas, como a Febrace (SP)FeNaDante (SP)Mostratec (RS) e Ciência Jovem (PE), ampliando a visibilidade das pesquisas desenvolvidas por estudantes fluminenses em nível nacional.


Projetos indicados para a Febrace realizada em São Paulo. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

A feira ainda contemplou bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ/CNPq) a estudantes e bolsas de apoio técnico (AT-NS/CNPq) a professores orientadores, reforçando o compromisso com a continuidade das pesquisas e com a formação científica dos participantes.


Alunos contemplados com bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ/CNPq). Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

Integração com famílias e avaliação institucional

A Fecti também foi marcada pela presença de familiares, que acompanharam as apresentações dos estudantes. Renata Garcia, mãe da aluna Júlia Garcia, do CAP UERJ, destacou a importância da integração entre escola e família.

“É importante acompanhar o desenvolvimento deles. A família tem um papel fundamental nesse processo”, afirmou.

Para a Coordenadora-geral da Fecti, Prof.ª Vera Cascon, desde 2005 à frente da coordenação da feira desde sua criação, comemorou os resultados da 19ª edição e reafirmou o papel da escola como espaço de produção científica:


Prof.ª Vera CasconCoordenadora-geral da Fecti. Foto: Flávio Carvalho | CECIERJ.

“A Fecti promove o desenvolvimento de projetos de pesquisa no ambiente escolar e valorizou o protagonismo dos estudantes. A feira mostra como a ciência pode estar presente no cotidiano das escolas, despertando o interesse pela pesquisa, pela inovação e pelo pensamento crítico”.

Mostra Fecti Virtual

A Mostra Fecti Virtual disponível desde 13 de dezembro, seguirá com votação popular aberta até 29 de dezembro. Os projetos mais votados em cada categoria serão premiados com medalhas.

Para visitar e votar acesse https://fecti.cecierj.edu.br/mostraParticipe! A ciência agradece.

Opinião Editorial

A XIX Fecti reafirmou a importância da ciência como política pública estruturante e da escola como espaço de produção de conhecimento. Ao permitir que estudantes apresentem pesquisas, dialoguem com avaliadores, familiares e instituições de fomento, a feira fortalece o pensamento crítico, a inclusão e a inovação desde a base educacional. O Jornal Gazeta do Rio parabeniza todos os estudantes, professores orientadores, equipes escolares, avaliadores e organizadores, bem como a Fundação Cecierj, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a FAPERJ, o CNPq e os parceiros institucionais, pelo êxito de mais uma edição de um evento que projeta o presente e o futuro da ciência fluminense.



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