Vereador Salvino Oliveira é preso em operação contra estrutura do Comando Vermelho

Parlamentar é investigado por suposta negociação com traficante para realizar campanha eleitoral na Gardênia Azul

Jornal Gazeta do Rio
Vereador Salvino Oliveira é preso em operação contra estrutura do Comando Vermelho Vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (11). Foto: Reprodução | R7

Operação da Polícia Civil também prendeu seis policiais militares e mira familiares do traficante Marcinho VP; investigação aponta articulação nacional da facção criminosa.

Rio de Janeiro (RJ) — O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso temporariamente nesta quarta-feira (11) durante a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). O parlamentar é investigado por suspeita de ter negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, na Zona Oeste da capital.

Vereador Salvino Oliveira, foi preso pela Policia Civil no inicio da manhã em sua residência. Foto: Reprodução | R7

Além do vereador, seis policiais militares também foram presos na operação. Cinco deles são ligados à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, na Penha, Zona Norte do Rio.

Salvino Oliveira integra a base política do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que é apontado como pré-candidato ao governo do Estado. Por meio de sua defesa, o vereador afirma ser inocente das acusações.

Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), o parlamentar teria negociado diretamente com integrantes da facção criminosa para garantir autorização para atividades de campanha em área dominada pelo tráfico.

A Polícia Civil aponta ainda que o vereador teria articulado benefícios ao grupo criminoso que foram apresentados publicamente como iniciativas voltadas para moradores da região. Entre os exemplos citados pelos investigadores está a instalação de quiosques na Gardênia Azul, cuja destinação, de acordo com a apuração, teria sido definida por integrantes do Comando Vermelho, sem processo público transparente.

Policiais Civis chegam a Cidade da Polícia trazendo malotes com apreensões durante a operação. Foto: Reprodução | R7

— Durante a investigação, foram encontrados diversos indícios ligando o vereador ao Comando Vermelho. Esses indícios foram enviados à Justiça, que entendeu que cabia a prisão para aprofundar as investigações. Por meio da busca e apreensão, também conseguiremos identificar a cadeia exata da participação dele — afirmou o delegado Vinicius Miranda, titular da DCOC-LD.

Operação mira familiares de Marcinho VP

A operação também tem como alvo familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho.

Entre os investigados está Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa de Marcinho VP e mãe do rapper Oruam. Segundo a Polícia Civil, ela é considerada foragida. Outro procurado é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que o trabalho investigativo identificou a participação direta de familiares do traficante na estrutura de funcionamento da organização criminosa.

De acordo com os investigadores, Márcia Gama teria atuado na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional, participando da circulação de informações entre integrantes da facção e articulando contatos com operadores da organização e agentes externos.

Já Landerson Lucas dos Santos é apontado como um dos elos entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pelo crime organizado, como serviços, imóveis e outros negócios utilizados para geração de recursos e expansão do poder da organização.

Estrutura nacional do crime

Ao todo, agentes da DCOC-LD cumprem 13 mandados de prisão no âmbito da operação. Segundo a Polícia Civil, as investigações revelaram a existência de uma cadeia de comando estruturada, com divisão territorial e articulação entre integrantes do Comando Vermelho em diferentes estados do país.

A corporação também identificou que criminosos envolvidos no esquema se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como acesso a informações sigilosas e simulação de ações de segurança pública.

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da operação é enfraquecer a estrutura logística, financeira e de comunicação da facção criminosa, atingindo integrantes responsáveis pela articulação externa da organização.


📲 Curta nossas redes sociais! Acompanhe o Jornal Gazeta do Rio no Instagram e Facebook para ficar por dentro das principais notícias, entrevistas e bastidores do Rio.

🗣️ Deixe o seu comentário! Queremos saber a sua opinião! Participe da conversa e compartilhe com a gente o que achou desta matéria.  Seu comentário é muito importante para nós.




Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.