MUSAL Air Show 2026 mobiliza fotógrafos e reforça importância do credenciamento prévio

Evento no Campo dos Afonsos reúne profissionais da imprensa e destaca preparação técnica para cobertura aérea

Jornal Gazeta do Rio
MUSAL Air Show 2026 mobiliza fotógrafos e reforça importância do credenciamento prévio O evento mobiliza profissionais da imprensa e produtores de conteúdo de diversas regiões do país. Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Credenciamento antecipado, domínio de equipamentos e planejamento estratégico são fundamentais para registrar as apresentações com segurança e qualidade.

Rio de Janeiro (RJ) — O MUSAL Air Show 2026, promovido pelo Museu Aeroespacial (MUSAL), no Campo dos Afonsos, será realizado em maio e deve reunir milhares de visitantes, além de fotógrafos especializados na cobertura de aviação. Integrante do calendário institucional da Aeronáutica, o evento mobiliza profissionais da imprensa e produtores de conteúdo de diversas regiões do país.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

A cobertura fotográfica de um show aéreo exige preparação prévia, estudo detalhado da programação de voo e posicionamento estratégico em relação ao sol e à linha de apresentação das aeronaves. O credenciamento de imprensa é divulgado antecipadamente nos canais oficiais da instituição e envolve solicitação formal, envio de documentação e comprovação de vínculo profissional ou apresentação de portfólio.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Antecipação é elemento central na cobertura. Em eventos dessa natureza, reagir ao movimento pode significar perder o enquadramento ideal. Por isso, o planejamento começa antes mesmo do dia do espetáculo, com análise do programa de voo, observação da posição solar e definição prévia dos pontos de apoio. A experiência demonstra que confiar apenas no equipamento não garante bons resultados; compreender o padrão de curvas, retomadas e repetições das manobras executadas pelos pilotos é decisivo para capturar o momento exato.


Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Durante as apresentações, fotógrafos utilizam foco contínuo (AF-C) e disparo em alta velocidade para acompanhar jatos e aeronaves históricas. Tecnicamente, aeronaves a jato exigem velocidades superiores a 1/1000s para congelamento preciso das manobras, enquanto aviões a hélice pedem velocidades reduzidas — entre 1/125s e 1/320s — a fim de preservar o efeito visual de rotação e transmitir sensação de movimento.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Além do espetáculo no céu, a cobertura inclui registros de aeronaves em exposição estática, equipes operacionais e interação do público com o acervo histórico do museu. A narrativa visual se constrói tanto nas acrobacias aéreas quanto nas expressões do público — crianças olhando para o alto, veteranos ao lado de aeronaves históricas e bastidores técnicos que revelam a dimensão humana do evento.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Resistência física e disciplina operacional

Cobrir um show aéreo é também um exercício físico. São horas sob sol intenso, operando teleobjetivas de grande porte e ajustando configurações rapidamente conforme cada tipo de aeronave. Hidratação constante, uso de monopé e organização do equipamento fazem parte da rotina operacional.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

O respeito às normas de segurança é obrigatório. Por se tratar de área militar, o acesso às áreas destinadas à imprensa segue regras específicas, com delimitações operacionais claras. O descumprimento pode resultar em advertência ou cancelamento da credencial.

Credenciamento e orientações práticas

  • O processo de credenciamento costuma envolver:
  • Solicitação formal via e-mail institucional
  • Envio de documento de identificação
  • Registro profissional, quando aplicável
  • Comprovação de vínculo com veículo de comunicação ou portfólio
  • Confirmação oficial com orientações de acesso

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Entre as recomendações técnicas mais recorrentes estão:

  • Chegar cedo para garantir melhor posicionamento em relação ao sol
  • Estudar previamente a programação de voo
  • Utilizar teleobjetivas entre 200mm e 400mm (ou superiores)
  • Levar lente grande-angular para aeronaves estáticas
  • Portar baterias extras e cartões de memória
  • Usar protetor solar e manter hidratação constante

Condições climáticas também influenciam diretamente o resultado. Dias quentes e úmidos podem favorecer formações de vapor em manobras de alta carga, enquanto a luz do fim da tarde tende a proporcionar contraste mais acentuado.

Muito além da imagem

Cobrir o MUSAL Air Show é documentar história, tecnologia e emoção. O fotógrafo atua como mediador entre o espetáculo aéreo e o público que acompanhará o evento por meio das imagens publicadas. No céu, a aeronave executa a manobra. No solo, o fotógrafo executa a antecipação.

Foto: Marcio Curvello | AMC PHOTOPRESS

Com expectativa de grande público, o MUSAL Air Show 2026 reafirma seu papel como vitrine da fotografia de aviação e espaço de valorização da memória aeronáutica nacional.




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