Campanha “Doe Vida” mobiliza 73 doadores no HUPE e reforça importância de ações permanentes no estado
Secti, Faperj, UERJ e HUPE uniram esforços em uma grande ação de incentivo à doação voluntária, destacando a necessidade de manter estoques regulares para cirurgias, emergências e transplantes.
Da esquerda à direita: Dr. Rui Figueiredo (Hemoterapia/HUPE), Anderson Moraes (Secti), Caroline Alves (Faperj), Profª Flávia Bandeira (UERJ/HUPE), Gulnar Azevedo (Reitora/UERJ), Drª Jennifer Ribeiro (Banco de Sangue) e o Prof Ronaldo Damião (Diretor A mobilização ocorreu nesta terça-feira (25), Dia Nacional do Doador de Sangue, chamando atenção para a queda nos estoques que costuma ocorrer no fim do ano e reforçando a importância da doação contínua para manter cirurgias, emergências e tratamentos em toda a hemorrede estadual.
Rio de Janeiro (RJ) — Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), realizou a campanha “Doe Vida” no Banco de Sangue Herbert de Souza, em Vila Isabel. A iniciativa, reuniu 73 doadores ao longo do dia e reforçou a urgência de ações permanentes para garantir segurança transfusional no estado.
O espaço do Banco de Sangue Herbert de Souza foi especialmente preparado para a data, com decoração e acolhimento direcionados aos voluntários, tornando a experiência de doar ainda mais confortável e humanizada. Essa integração entre governo, universidade, pesquisa científica e assistência hospitalar fortaleceu a mobilização ao aproximar a ciência da população, garantir suporte técnico às equipes e oferecer estrutura adequada para receber todos os participantes.
A mobilização também contou com o apoio da Associação Pró-Vita Transplante de Medula Óssea, entidade sem fins lucrativos que há quase três décadas atua na assistência a pacientes que passam por transplantes e dependem de transfusões constantes para manter estabilidade clínica. A instituição oferece suporte técnico e apoio direto às unidades públicas especializadas, além de acolher e orientar famílias durante o tratamento. O diretor da Pró-Vita, Hugo Saffier, esteve presente e reforçou a importância da doação regular para garantir a continuidade dos cuidados desses pacientes.

Doces e brindes disponibilizados com o apoio da Associação Pró-Vita. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Desde as primeiras horas da manhã, o Banco de Sangue Herbert de Souza registrou fluxo contínuo de servidores públicos, estudantes, profissionais de saúde, instituições vinculadas à Secti e moradores da região. O HUPE — hospital universitário da UERJ e referência na saúde pública fluminense — tornou-se, ao longo do dia, um ponto de encontro entre cidadania, solidariedade e ciência aplicada ao cuidado.

Desde as primeiras horas da manhã, o Banco de Sangue já começava a receber doadores. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, esteve presente durante a ação e realizou sua própria doação de sangue. Ele destacou que a política de inovação do estado também deve caminhar ao lado da responsabilidade humana.

Atendido pela Técnica de Enfermagem Janice, o Secretário Anderson Moraes realizou sua doação de sangue. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
“Hoje é o Dia Nacional do Doador de Sangue, e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, junto com as nossas vinculadas — Cecierj, Faperj e Faetec — além da UERJ e da Uenf, entrou de cabeça nesta campanha. Por isso estamos todos aqui hoje, participando da doação, que é tão importante. Ouvimos das equipes que, em um dia comum, o banco de sangue recebe entre 20 e 30 doadores. Hoje, tivemos um resultado extraordinário: praticamente triplicamos esse número. Isso mostra como esse gesto simples faz a diferença. Não dói, é rápido, é seguro — e salva vidas. Cada bolsa doada representa esperança para quem está internado e para suas famílias. Cada doação pode salvar até quatro vidas.”
A presidente da Faperj, Caroline Alves, acompanhou a mobilização, falou da importância de se doar sangue e ainda conclamou as pessoas a serem doadores e virem fazer a doação de sangue no Banco de Sangue Herbert de Souza:
“É muito importante a gente mobilizar as pessoas. A gente precisa de pessoas que tenham amor ao próximo. E doar sangue salva vidas. Então venha aqui, doe seu sangue. Aqui funciona de segunda a sexta, de 9h às 15h. Seja um doador. ”
UERJ e HUPE destacam união entre ensino, pesquisa e assistência
Também participaram da ação a Reitora da UERJ, Gulnar Azevedo, o diretor-geral do HUPE, professor Ronaldo Damião, o Dr. Rui de Teófilo e Figueiredo Filho (diretor da Hemoterapia do HUPE) e a professora Flávia M. Bandeira (responsável técnica substituta pelo Serviço de Hemoterapia Herbert de Souza, HUPE/UERJ). Juntos, reforçaram a missão do hospital universitário como espaço de formação profissional, pesquisa aplicada e atendimento de excelência à população.
Na linha de frente da campanha estiveram a chefe do Banco de Sangue, Dra. Jennifer Ribeiro, e a coordenadora de Captação de Doadores, Regina Rangel, responsáveis por orientar o público, esclarecer dúvidas e assegurar o fluxo seguro de coleta durante todo o dia.

A Coordenadora de Captação de Doadores, Regina Rangel e a Chefe do Banco de Sangue Drª. Jennifer Ribeiro. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Banco de Sangue Herbert de Souza: Hemoterapia HUPE, 75 anos salvando vidas
O Serviço de Hemoterapia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) foi inaugurado em 1950, no mesmo ano de abertura do próprio hospital, marcando o início de uma trajetória fundamental para a assistência transfusional no Rio de Janeiro. Ao longo das décadas, o serviço evoluiu, ampliou sua estrutura e modernizou suas práticas, consolidando o hemocentro que, anos mais tarde, receberia o nome de Banco de Sangue Herbert de Souza, em homenagem ao sociólogo e ativista Herbert “Betinho” de Souza, que era hemofílico e passou parte da vida em luta permanente contra complicações decorrentes da doença.

Na fachada, a homenagem ao sociólogo e ativista Herbert “Betinho” de Souza. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
A homenagem simboliza não apenas o reconhecimento à sua trajetória social e humanitária, mas também a importância da transfusão de sangue como elemento vital para pessoas com hemofilia e outras condições hematológicas.
Atualmente, o Serviço de Hemoterapia realiza cerca de 7.200 doações anuais e aproximadamente 9.600 procedimentos transfusionais por ano, garantindo suporte essencial a setores como: centros cirúrgicos, UTIs e emergências, oncologia e hematologia, obstetrícia, transplantes e terapias de alta complexidade.
Esses números demonstram a relevância estratégica do Banco de Sangue Herbert de Souza para o HUPE e para a hemorrede estadual, reforçando a necessidade permanente de doadores regulares.
Para a chefe do Banco de Sangue, Dra. Jennifer Ribeiro:
“As campanhas especiais trazem excelentes resultados, mas os estoques precisam ser reforçados durante todo o ano. Manter cirurgias e procedimentos complexos depende da doação voluntária.”
Ação educativa rompe mitos e incentiva novos doadores

A Coordenadora de Captação de Doadores, Regina Rangel durante panfletagem e orientação ao público em área externa. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Durante as ações a coordenadora de Captação de Doadores, Regina Rangel, e alunas do projeto de extensão em Educação Permanente em Hemoterapia percorreram as áreas externas do Hospital panfletando e orientando o público sobre critérios básicos para doação de sangue, restrições temporárias, segurança do processo, intervalos adequados e mitos que ainda afastam doadores — reforçando que a informação correta é um dos pilares para ampliar o número de voluntários regulares.

Aluna do projeto de extensão em Educação Permanente em Hemoterapia realizando panfletagem e orientação ao público. Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio
Com o sucesso desta edição, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) já estudam integrar novas campanhas com o Banco de Sangue Herbert de Souza, ampliando a conscientização e fortalecendo a cultura da doação voluntária no estado.
A mensagem que ecoou entre equipes, gestores e voluntários é clara: Doar sangue salva vidas — e salva todos os dias.
Como se tornar um doador de sangue
Quem deseja se tornar doador encontra um processo simples, seguro e fundamental para salvar vidas. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização e a primeira doação deve ter sido realizada até os 60); pesar mais de 50 kg; estar descansado; e estar alimentado, evitando refeições gordurosas até quatro horas antes. É obrigatório apresentar documento oficial com foto. O Banco de Sangue Herbert de Souza reforça ainda que sintomas gripais, febre ou infecções impedem temporariamente a doação — e que homens podem doar a cada 60 dias, enquanto mulheres devem respeitar intervalo de 90 dias.
Para quem deseja ajudar, o hemocentro funciona no Prédio Anexo ao HUPE, na Avenida Boulevard 28 de Setembro, 109, em Vila Isabel.
📞 Telefones: (21) 2868-8134 / 2868-8470
📧 E-mail: doesanguehupe@gmail.com
📱 Instagram: @bancodesanguehupe
O atendimento ocorre de segunda a sexta, das 9h às 15h (exceto feriados). O Banco de Sangue reforça: cada doação pode salvar até quatro vidas — e doadores regulares são essenciais para manter cirurgias, emergências e transplantes em pleno funcionamento.
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