Museu do Amanhã sedia seminário sobre eventos climáticos e cidades resilientes

Encontro reuniu especialistas e gestores públicos para debater soluções diante dos desafios das mudanças climáticas nas áreas urbanas

Jornal Gazeta do Rio
Museu do Amanhã sedia seminário sobre eventos climáticos e cidades resilientes Bernardo Rossi, secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS-RJ). Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio

Com início às 9h e encerramento às 17h30, o evento teve como eixo principal o intercâmbio de experiências e a busca por soluções concretas para fortalecer a resiliência urbana diante de fenômenos climáticos extremos — cada vez mais frequentes e intensos em todo o país.


O Museu do Amanhã, referência internacional em arquitetura sustentável e inovação científica, foi palco nesta quinta-feira (10) do Seminário “Eventos Climáticos, Cidades Resilientes”, iniciativa que reuniu autoridades públicas, gestores municipais, pesquisadores e representantes da sociedade civil em um amplo debate sobre os impactos e as estratégias de adaptação às mudanças climáticas nas cidades brasileiras.



Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio


A abertura oficial contou com a exibição de um vídeo institucional, seguida pelas boas-vindas de autoridades estaduais e representantes da organização. O primeiro painel, “Políticas Públicas em Execução no Estado do Rio de Janeiro”, foi conduzido por Bernardo Rossi, secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS-RJ). Rossi apresentou as ações do governo fluminense nas áreas de reflorestamento, saneamento e conservação de ecossistemas estratégicos, destacando o compromisso com metas ambientais e projetos estruturantes de sustentabilidade.

Na sequência, o painel “O que aprendemos?” trouxe reflexões sobre os recentes desastres naturais ocorridos no país. Gabriela Capeletto, da Secretaria da Reconstrução Gaúcha, e o Coronel Rinaldo Monteiro, da Defesa Civil do Estado de São Paulo, relataram experiências de reconstrução, ressaltando a importância da coordenação interinstitucional, da resposta imediata e da planejamento preventivo para minimizar perdas humanas e materiais.



Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio


Ambos defenderam que o aprendizado a partir de tragédias anteriores deve orientar políticas públicas mais eficazes e integradas entre os entes federativos, com base em dados científicos e monitoramento contínuo.

O painel “Cidades Resilientes e a Gestão de Riscos” reuniu Rafael Miranda, prefeito de Cachoeiras de Macacu, Anselmo Leal (Águas do Rio), Renata Lopes (SEAS-RJ) e Antônio Marcos Barreto, da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA).

A mesa reforçou que a resiliência urbana precisa ser incorporada aos planos diretores municipais e que a infraestrutura verde deve ser vista como investimento estratégico, especialmente nas áreas mais vulneráveis. “O enfrentamento aos desastres não pode ser apenas reativo. É preciso antecipar, planejar e educar as comunidades”, destacou Miranda.



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Após o intervalo, o painel “Gestão de Riscos de Desastres” evidenciou o papel fundamental das Defesas Civis municipais e estaduais. Participaram o Coronel Kempers, coordenador do Programa RJ Sustentável (SEAS-RJ), e Nilton dos Santos Júnior, superintendente de Defesa Civil de São Fidélis.

Eles abordaram temas como preparo comunitário, capacitação técnica e integração de novas tecnologias — incluindo sistemas de alerta antecipado, mapeamento digital de áreas de risco e uso de dados meteorológicos em tempo real. O painel destacou que prevenir é sempre mais eficiente do que reconstruir.

Encerrando a programação, o painel “Infraestruturas Verdes e Soluções Naturais para Resiliência” trouxe exemplos de estratégias urbanísticas que conciliam crescimento urbano e preservação ambiental. Participaram Larissa Ferreira da Costa, assessora especial de Cidades Resilientes da SEAS-RJ, e a Professora Mestre Raquel Cruz, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio.

Ambas defenderam a criação de jardins de chuva, corredores ecológicos e recuperação de matas ciliares como formas de reduzir alagamentos e promover microclimas mais equilibrados nas cidades.



Foto: Marcio Curvello | Jornal Gazeta do Rio


O seminário “Eventos Climáticos, Cidades Resilientes” concluiu com uma mensagem clara: enfrentar a crise climática é um dever compartilhado. Governos, empresas e cidadãos precisam agir em conjunto, com decisões políticas baseadas em evidências científicas, planejamento sustentável e educação ambiental contínua.

A iniciativa reforçou o papel do Rio de Janeiro como referência nacional em debates sobre sustentabilidade e preparação urbana, reafirmando o Museu do Amanhã como espaço de convergência entre ciência, cultura e políticas públicas para um futuro mais sustentável.





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