Fisioterapeuta é presa por venda e aplicação irregular de medicamento de uso controlado em Araruama
Investigação da Polícia Civil aponta comercialização ilegal de tirzepatida e possível entrada clandestina de fármacos no país
Por Marcio Curvello
12/02/2026 | Atualizado em 12/02/2026 - 11h18
A Fisioterapeuta foi conduzida até 118ª DP (Araruama). Foto: Reprodução | PCERJ Suspeita foi autuada por falsificação de produto medicinal e crimes contra as relações de consumo; polícia apura ainda possível contrabando de medicamentos de origem estrangeira.
Araruama (RJ) — A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (10), uma fisioterapeuta acusada de vender e aplicar de forma irregular medicamento de uso controlado no município de Araruama, na Região dos Lagos. A ação foi realizada por agentes da 118ª Delegacia de Polícia.

Policiais da 118ª DP apreenderam unidades do fármaco e outros produtos. Foto: Reprodução | PCERJ
De acordo com a investigação, o setor de inteligência da unidade reuniu informações indicando que a profissional estaria comercializando e administrando a tirzepatida — substância indicada para tratamento de diabetes tipo 2 e utilizada também em protocolos de emagrecimento — sem autorização legal e fora dos parâmetros regulatórios exigidos. O medicamento é comercializado no Brasil sob o nome Mounjaro e possui controle rigoroso de prescrição.

Além do TG os Policiais da 118ª DP apreenderam unidades de outros produtos. Foto: Reprodução | PCERJ
Durante a operação, os policiais apreenderam unidades do fármaco e outros produtos. Entre eles, um medicamento identificado como Lipoless, que, segundo a corporação, não possui comercialização autorizada no país e teria origem no Paraguai. A polícia apura se houve entrada clandestina do produto no território nacional.

Policiais da 118ª DP apreenderam unidades do fármaco e outros produtos. Foto: Reprodução | PCERJ
A suspeita foi autuada pelos crimes de falsificação ou adulteração de produto medicinal e por infrações contra as relações de consumo. Conforme a legislação vigente, a pena para crimes relacionados à manipulação irregular de medicamentos pode variar de 10 a 15 anos de reclusão.

A Fisioterapeuta foi conduzida até 118ª DP (Araruama). Foto: Reprodução | PCERJ
A Polícia Civil destacou ainda que, por formação profissional, fisioterapeutas não possuem autorização legal para prescrever ou administrar medicamentos de uso controlado, atribuição restrita a profissionais habilitados conforme normas sanitárias e conselhos de classe.
Em razão da gravidade dos fatos investigados, não houve arbitramento de fiança. A presa permanece à disposição da Justiça.
A 118ª DP informou que o monitoramento contra a comercialização irregular de medicamentos é permanente e integra as ações de proteção à saúde pública e de combate a práticas ilícitas no setor farmacêutico.




